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Policiais e bombeiros participam de passeata no Rio

Policiais civis, militares e bombeiros se reuniram aos 15 mil militares de todo o estado, na passeata realizada na manhã de hoje (29), no bairro de Copacabana, no Rio. Eles decidiram continuar com a campanha de reposição salarial e aguardarão uma resposta do governador Sérgio Cabral para as suas reivindicações, até o dia 8 de fevereiro.
Os militares reivindicam piso salarial de, no mínimo, R$ 3 mil para soldados que ingressem na Polícia Militar, Polícia Civil ou Corpo de Bombeiros; limite de carga horária em 40 horas semanais; fim do rancho: fornecimento de tíquetes de alimentação em substituição à modalidade vigente, na qual os policiais se alimentam nos batalhões. E ainda: pagamento por serviços extras, atualmente prestados gratuitamente, como em grandes eventos; revisão no regulamento, a fim de substituir a pena de prisão por outras formas de penalização para policiais que infrinjam alguma norma interna, como o uso da cobertura (boné), por exemplo; e pagamento de vale-transporte.
Estima-se que mais de 400 policiais e bombeiros da região participaram do evento na capital fluminense. Eles fretaram um ônibus e foram em comboios formados por oficiais e praças do 37º Batalhão de Polícia Militar de Resende, 33º BPM de Angra dos Reis, 28º BPM de Volta Redonda e 10º BPM de Barra do Piraí.
- Durante a passeata de hoje (ontem) decidimos aguardar uma resposta do governo do estado às nossas reivindicações. Caso isso não ocorra, em 9 de fevereiro vamos nos reunir em assembleia na Cinelândia, no Centro do Rio, onde decidiremos se entraremos em greve no dia seguinte, em todo o estado - disse o cabo-PM Pablo Rafael, porta-voz dos policiais militares no Sul Fluminense.
Eles garantem que se for deflagrada a greve da categoria em pleno Carnaval a paralisação não será inconstitucional.
Já o comandante do 5º CPA (Comando de Policiamento de Área),  tenente coronel Cézar Tanner, que coordena quatro batalhões no Sul Fluminense, disse na semana passada que a corporação não tem dispositivos legais para fazer greve.
O tenente coronel militar ressaltou que a paralisação será combatida, caso venha a se concretizar. Segundo ele, se a greve ocorrer, dará a ela o tratamento legal.


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