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Carta de suposto integrante do PCC, ameaça militares de Uberlândia

                                Uberlândia experimenta um ensaio de criminalidade violenta nunca antes vivido. A menos de três meses da morte do sd Lamounier, lotado na 148ª Cia/17°BPM, militar foi alvejado fardado, no momento em que saia para o trabalho. Outras tantas ameaças a outros militares ocorreram depois dessa tragédia, e nenhuma prisão foi anunciada a esses algozes, depois desse ataque ao estado, através do seu trabalhador o militar Lamounier.
                                Neste dia 31/01/11, uma viatura do 32°BPM, quando foi deixar um preso na 16ªDRSP, e os militares ao retornarem se depararam com um envelope que foi deixado próximo a viatura, no qual havia uma carta intitulada: Carta do PCC. O texto na integra ainda não tivemos acesso, mas podemos adiantar que a referida carta tráz várias ameaças a policiais, principalmente aos militares, inclusive com requintes de detalhes, chegando a afirmar nomes, modelo de veículo desses militares, o motivo porque serão mortos. Ou seja, será que veremos outros militares sendo assassinados covardemente, assim como foi o sd Lamounier??
                                Depois de lida a carta, foi encaminhada ao comando para que tome as medidas cabiveis. 
                                Uma cópia desta carta deveria ser entregue a Comissão de Direitos Humanos.
                                Sinceramente não acreditamos que haja o PCC em Uberlândia. O mais certo é de que alguém ou algum grupo queira eliminar militares e "usar a boa fama" que o PCC agrega para se valorizar no meio da malandragem. Precisamos responder a altura, já!

                                Anastácio/Blog No QAP

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Bancos já oferecem crédito para antecipar o 13º salário

Especialista alerta que opção só é interessante em casos urgentes

FERNANDO MARCONDES
ESPECIAL PARA O TEMPO

O ano ainda está no início, mas os bancos já oferecem linhas de crédito para adiantar o 13º salário dos correntistas. E os juros estão menores do que os praticados por outras modalidades de empréstimo. O banco Santander, por exemplo, antecipa até 100% do valor bruto, com juros de 2,95% ao mês. Já o Itaú oferece 100% do valor do benefício com juros a partir de 2,92% mensais, no valor máximo de R$ 10 mil.

O Banco do Brasil adianta 40% do valor para quem obtém o benefício em duas parcelas e 80% para quem recebe em parcela única, ambas com juros de 2,71%. A Caixa Econômica Federal tem a menor taxa do mercado: 2,52% ao mês. O banco antecipa até 90% do valor. O Bradesco ainda não abriu a linha de crédito.

Em onze meses (período do empréstimo para quem solicita em janeiro e vai pagar em dezembro), as taxas de juros variam de 31,49% a 37,69%. Apesar de popular, a prática tem riscos e só deve ser feita em caso de extrema necessidade. "O 13º deve ser entendido como uma ferramenta de ajuste para as despesas de início do próximo ano. Quem adianta esse dinheiro tem muita possibilidade de ter um desequilíbrio financeiro mais adiante", diz o economista Ofir Viana Filho, educador em finanças pessoais.

Ele diz que, além do risco de não ter dinheiro para saldar um compromisso no futuro - e ter que fazer novas dívidas -, quem opta por antecipar o benefício perde dinheiro com o pagamento de juros. "É o mesmo que trocar o próprio dinheiro pelo dos outros, e isso custa caro".

Segundo ele, o adiantamento do 13º pode ser necessário em casos de doenças, catástrofes ou acidentes. Ou, então, para fugir de juros ainda maiores. A gerente de restaurantes Graziele Pessoa da Silva ficou sem dinheiro no início do ano e decidiu recorrer à antecipação. "Precisava do dinheiro para pagar IPTU, IPVA e comprar livros da faculdade", diz. Ela optou pelo empréstimo porque os juros são menores que os do cheque especial e do cartão de crédito. Ela diz ter consciência de que não vai receber o benefício em dezembro. "Pretendo gastar menos em 2011 para não precisar fazer empréstimo no ano que vem", diz.

Companhia de Missões Especiais será instalada em Uberaba


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Com a instalação da 6ª Companhia de Missões Especiais da Polícia Militar em Uberaba, a segurança pública será reforçada e contará com oficiais e praças qualificados na área administrativa e outros na área operacional. A afirmação é do major Márcio Constâncio.
Segundo o oficial, a 6ª Companhia de Missões Especiais será composta por um pelotão da Rondas Ostensivas Táticas Municipais (Rotam), Choque e o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). “A companhia terá um efetivo de 105 homens entre oficiais e praças, alguns na área administrativa e outros na área operacional. O pelotão do Gate terá um negociador, um Sniper, que é um perito em tiros precisos de longa distância, muito usado em situações de perigo onde é difícil a aproximação. Uma equipe de oito homens especializados em adentramento, para situações em que há pessoas confinadas e que a situação recomenda que a polícia não pode esperar um tempo maior para a solução do problema”, esclarece.
O oficial observa que no projeto há uma parceria com o 8º Batalhão de Bombeiros Militar em Uberaba onde os policiais militares serão treinados e receberão orientações de rapel e de mergulho dos bombeiros militares.
Cavalaria – Major Constâncio afirma que em breve a Polícia Militar vai implantar o pelotão da Cavalaria Montado (Grupo Hipo) para realizar o patrulhamento na cidade. “Ainda na Companhia de Missões Especiais pode-se contar com a instalação do Grupo Tático, Grupo Antissequestro, Grupo Antibomba, Grupos específicos de atuação contra tumulto, Grupo Aéreo e a Cavalaria Montada. O Policiamento Montado (cavalaria) é um antigo anseio da população, haverá um número de oito a 10 animais”, ressalta.
O oficial observa que inicialmente a 5ª Região de Polícia Militar, onde será instalada a 6ª Companhia, será totalmente estruturada como um todo, para qualificar o pessoal e num futuro próximo buscar militares com perfil em montarias para fazer o policiamento na cidade de Uberaba. “A população de Uberaba não perderá em prestação de serviços, o nível de prestação de serviço será o mesmo, até o final do ano teremos um pessoal mais qualificado”, finaliza.
Fonte: Jornal de Uberaba/ BLOG CABO NIVANDO

Presidente da Aspra participa de manifestação
 pelo piso nacional de salários
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PEC 300: policiais civis e militares realizam assembleia geral nesta terça, em João Pessoa

Os policiais civis e militares vão realizar nesta terça-feira (1º) uma assembleia geral para discutir a suspensão do aumento salarial, conhecida PEC 300, concedido pelo ex-governador José Maranhão no final de 2010 e aprovada pela Assembleia Legislativa da Paraíba. A assembleia acontece às 14h, na Caixa Beneficiente, no bairro do Bessa, na Capital.

No site da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraíba, Adepdel/PB, a categoria informa que fará uma assembleia também na terça-feira (1º), às 19 horas, na OAB de Campina Grande. Entre as reivindicações progressões funcionais, Pec 300, preenchimento dos cargos vagos na diretoria da ADEPDEL.

Fonte: PBAgora/AMIGOS DE CASERNA


Pelo menos 20 dos 77 deputados que assumem hoje uma cadeira na Assembleia de Minas miram as eleições


RENATO COBUCCI
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Reunião de boas-vindas na Assembleia: pontapé para discussões sobre candidaturas a prefeito
Pelo menos 20 dos 77 deputados que tomam posse, nesta terça-feira (1º), na Assembleia Legislativa de Minas, já assumem o mandato de olho nas próximas eleições, aponta levantamento feito pelo Hoje em Dia. Ou seja, usarão o Legislativo estadual como trampolim para tentar vencer a disputa pelas prefeituras, em 2012.
 

Os nomes são cotados por aliados, partidos políticos ou pelos próprios parlamentares. Ontem, ao receberem as boas-vindas do atual presidente da Casa, Doutor Viana (DEM), e de técnicos da Casa, os deputados aproveitaram a confraternização para dar início às discussões sobre as candidaturas a prefeitos.

Mesmo quem não vai disputar já aproveitou para traçar articulações em favor dos aliados.  "Na minha região temos três nomes colocados. O meu, o do Weliton Prado (PT) e o do deputado Gilmar Machado (PT). Vamos construir uma unidade interna e posteriormente definir o nome", confirmou o deputado estadual Elismar Prado (PT), referindo-se à Prefeitura de Uberlândia. Ele ventila a possibilidade de outros dois federais saírem dos cargos para a disputa municipal do ano que vem.
 

O petista é um dos novatos que assumem o mandato já pensando no próximo pleito. Na bancada de estreantes, sete já cogitam a hipótese de se candidatar em 2012. Entre eles estão Neilando Pimenta (PHS), em Teófilo Otoni; Duílio de Castro (PMN), em Sete Lagoas; Celinho do Sinttrocel (PCdoB), em Coronel Fabriciano; e Fábio Cherem (PSL), em Lavras.
 

O também petista Durval Ângelo e o comunista Carlin Moura admitem a condição de pré-candidatos em Contagem, na Grande BH, porém preferem não prolongar o assunto. "Sou pré-candidato a prefeito, mas ainda tem mais dois anos", desconversou Durval Ângelo.
 

O pedetista Alencar da Silveira Júnior também admitiu que é candidato a prefeito de Belo Horizonte. Ele defende mudança na legislação eleitoral. "O Brasil para de dois em dois anos. Gasta-se muito dinheiro com eleição e os deputados que disputam ainda tem que deixar os projetos pela metade", reclamou. O pedetista disse ainda que pretende encabeçar um movimento para que as eleições no Brasil aconteçam de forma simultânea. Deste modo, os prefeitos seriam eleitos junto com os deputados.
 

Enquanto uns pensam nas eleições de 2012, outros estão preocupados com o aproveitamento na Casa. Ontem, o deputado Sargento Rodrigues já começava a recolher assinaturas para protocolar um projeto de emenda à Constituição que trata de adicional de periculosidade para policiais militares.
 

Já o novato Fred Costa (PHS) informou que tem em mãos cem projetos para serem apresentados na início dos trabalhos. Na bancada feminina, a ideia é formar uma coalizão de mulheres, aproveitando a eleição da presidente Dilma Rousseff (PT).
"Não fazemos parte da Mesa Diretora, mas queremos, por exemplo, presidir solenidades importantes", afirmou Luzia Ferreira (PPS).
 

Nos corredores da Assembleia, as negociações para as composições visando as eleições 2012 já começam a ter prosseguimento. E como a eleição é municipal, também deve ter início nos gabinetes a peregrinação de prefeitos e vereadores. Hoje, por exemplo, são esperados mais de 500 municipalistas na cerimônia de posse dos parlamentares estaduais.
 

Tem deputado que vai acomodar os convidados nos corredores da Casa porque chamou para assistir a solenidade mais apadrinhados que o número oficial de convites distribuídos.
 

Para agradar a 'prefeitada', a TV Assembleia vai transmitir a cerimônia ao vivo, dando ênfase aos cumprimentos dos prefeitos aos deputados.
 
Na segunda-feira (31), ao apresentar uma síntese da solenidade, o cerimonial fez questão de informar aos parlamentares que as bases serão agraciadas. O rosto do prefeito vai ser mostrado ao vivo na televisão, em um gesto de "valorização dos municípios". Os municipalistas terão lugar especial na posse - ficarão próximos ao plenário.
 




Para tentar desafogar as delegacias, diminuir a subnotificação e melhorar a investigação de crimes, o governo de São Paulo deve iniciar em 15 dias um projeto piloto na 8ª Seccional, em São Mateus, na zona leste da capital, que permitirá à população fazer boletins de ocorrência em postos da Polícia Militar.
Por enquanto, os crimes registrados pela PM no projeto piloto serão os mesmos que hoje podem ser feitos pela Delegacia Eletrônica - furto de veículos, desaparecimento de pessoas, furto/perda de documentos, celulares e placas de veículos e encontro de pessoas desaparecidas. A região de São Mateus foi escolhida para começar o projeto por ser um lugar onde a população tem pouco acesso à internet e, por esse motivo, faz pouco uso da Delegacia Eletrônica. Caso o projeto funcione, o objetivo do governo é ampliar os boletins da PM para outros bairros da capital e demais cidades do Estado.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, com o projeto será possível registrar casos em companhias, pelotões e bases da PM. No futuro, os boletins poderão ser feitos também nos computadores de bordo das viaturas da PM. "O objetivo é desafogar os plantões e melhorar o atendimento ao público. Essa divisão de tarefas pode também ajudar a diminuir a subnotificação", afirmou. "Podemos ainda ampliar os tipos de crimes atendidos pela delegacia eletrônica."
Atualmente, cerca de 20% das ocorrências são feitas pela Delegacia Eletrônica. Segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), a ideia é que esse porcentual alcance cerca de 40% dos registros. "Já temos tecnologia que nos permite fazer isso. Se for preciso, é possível ampliar os registros de boletins de ocorrência em todo o Estado até o fim do ano", disse o comandante geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Camilo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Publicação: ESTADO DE MINAS
Um militar do Exército que estava com a namorada em uma moto foi abordado nesta segunda-feira (20/1) por dois assaltantes, na rua Jacapu, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. 

Segundo policiais militares, José Henrique Passos dos Santos, de 43 anos, reagiu a ação e houve tiroteio. O militar e um dos suspeitos, identificado como Jonny Roberto Reis Amorim, de 18 anos, morreram. O outro assaltante fugiu com as armas e a moto da vítima. O caso está sendo investigado pelos agentes da Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca.
PF apreende 122 quilos de cocaína em Campo Grande

PubLICAÇÃO: ESTADO DE MINAS
A Polícia Federal (PF) apreendeu no domingo cerca de 122 quilos de cocaína em Campo Grande (MS), no bairro Aimoré. A droga era transportada dentro do reservatório de óleo do sistema hidráulico de um caminhão carregado com ferro-gusa. A polícia precisou da ajuda de três bombeiros, com equipamentos especiais, para abrir completamente o tanque e retirar os pacotes de cocaína. O veículo foi apreendido.

Saiba mais...
O motorista, de 32 anos, era investigado pela PF havia três meses. Ele foi preso e encaminhado à sede da PF em Campo Grande. O caminhão iria para Piracicaba, no interior de São Paulo. O motorista, em depoimento, alegou que não sabia que havia droga no caminhão. Foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.


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O Estado de São Paulo atingiu, em 2010, o menor índice de homicídios dos últimos 11 anos, de acordo com as Estatísticas da Criminalidade divulgadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, nessa segunda-feira (31). Em um ano, a queda foi de 4,5% no número de homicídios dolosos. Foram registrados 10,47 crimes para cada 100 mil habitantes em 2010. Em 2009, a taxa ficou em 10,96 mortes a cada 100 mil.
A queda é ainda maior quando considerado o primeiro ano em que o levantamento foi realizado, 1999. Desde então houve queda de 70,3% nos crimes violentos do Estado.
Média - A taxa média brasileira de homicídios é de 24,5 para cada 100 mil habitantes. Levando este índice em consideração, o Estado de São Paulo está com uma taxa abaixo da metade da média nacional. Em 2010, São Paulo registrou 4.320 casos de homicídios. Já em 1999, foram 12.818 casos.
Outros crimes - Além da queda no número de homicídios, o número de latrocínios (roubos seguidos de morte), caíram 16,5%, e foram de 303 casos em 1999 para 253 casos em 2010. Outra queda representativa aconteceu no número de registros de roubos de cargas (-6,2%), de veículos (-4,54%) e dos roubos em geral (-9,47%).
A Secretaria de Estado da Segurança Pública afirmou que os bons resultados obtidos se devem à demissão de maus policiais e à modernização dos sistemas de segurança do Estado.
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Notícias
30/12/2010

A MARTINS
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Dois jovens morreram durante uma tentativa de assalto a uma residência na noite desse domingo (30) em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
De acordo com a Polícia Militar, por volta das 22h, dois homens armados, de 22 e 23 anos, invadiram uma casa e renderam três pessoas no bairro Tabajaras. Enquanto revistavam a residência e mantinham um homem de 49 anos e duas mulheres, de 21 e 51, reféns, vizinhos estranharam a movimentação e acionaram a polícia. No entanto, ao avistarem a viatura da PM, os dois fugiram em duas motos levando os celulares e as carteiras das vítimas.
Após perseguição policial, os militares conseguiram parar os dois assaltantes, que tentaram fugir pulando muros e telhados de casas vizinhas e trocaram tiros com a polícia. Com o tiroteio, os dois foram atingidos e levados para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mas não resistiram aos ferimentos no rosto, tórax, coxa e costas e morreram a caminho.
Segundo a PM, as vítimas não ficaram feridas e os dois assaltantes eram fugitivos do Presídio Professor Jacy de Assis, também em Uberlândia. De acordo com os militares, os dois não retornaram do indulto de Natal.

Papo de Polícia – Beto Chaves: O homem atrás do fuzil


Rio de Janeiro. Um policial infiltrado no Complexo do Alemão. Não para investigar traficantes, mas para colher histórias de vida. É essa a ideia por trás de Papo de Polícia, reality show que vai ao ar na semana do dia 7 a 13 de fevereiro, às 21h15, no canal pago Multishow. Seu protagonista é Beto Chaves, inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro há sete anos. Ele, que participou da operação policial que expulsou os traficantes da facção de dominava o conjunto de favelas em novembro, volta ao lugar com outras armas: seu ouvido e sua sensibilidade. O programa é um documento dos medos e esperanças dos moradores do Complexo vistos sob o ponto de vista original de quem só entrava lá em combate. Beto recebeu ÉPOCA na sede do AfroReggae, no Centro do Rio, para esta entrevista exclusiva.

ÉPOCA – Que objetivo você espera alcançar com o programa?
Beto Chaves – Dar visibilidade para histórias e pessoas que talvez nunca fossem conhecidas. O fato de eu ser policial torna tudo mais louco. O Papo de Polícia foi gravado depois que eu saí da operação de novembro. Tinha sido muito cansativo. Fiquei três dias sem trocar de roupa, sete dias dormindo três horas por noite. Decidimos que eu precisava morar lá. Fiquei o mesmo tempo que durou a operação. Aqueles sete dias foram como sete meses.

ÉPOCA – O programa é resultado de um projeto que você desenvolve com jovens. Que projeto é esse e como ele funciona?
Beto Chaves – É o Papo de Responsa. Somos dez duplas de policiais e integrantes do AfroReggae que viveram o crime de forma direta ou indireta. É um ambiente de pura contradição. Se um cara desses, em outro contexto, me descobre como policial, ele me mata. E eu faria o mesmo se tivesse a oportunidade de me defender. Vamos a escolas, universidades, igrejas e vários lugares falar das nossas experiências. Falar de segurança pública é uma desculpa para falar da própria vida. São dois “inimigos” unidos, que olham na mesma direção e sonham os mesmo sonhos. Se eles são capazes de dar as mãos, tudo é possível. Quando crescemos, barreiras visíveis e invisíveis nos impedem de dar as mãos. Como policial, eu preciso vencer a minha própria batalha se quiser vencer as batalhas na fora. A minha batalha é conta meus preconceitos, minhas verdades absolutas. Sem vencer essa luta, eu não vou conseguir ganhar a “guerra” que está lá fora.

ÉPOCA – Esse é um pensamento corrente na polícia ou você é exceção?
Beto Chaves – Não me acho exceção. A polícia civil do Rio é a instituição policial mais antiga do país, com 202 anos. Quando Dom João VI veio para cá fugido de Napoleão, ele tinha medo de uma invasão francesa e dos próprios moradores da colônia. Ele criou o embrião da polícia civil. Não para proteger a sociedade brasileira, mas para se proteger. Na história recente, a mesma coisa aconteceu na ditadura militar. Éramos usados como instrumento de repressão do Estado. A polícia vira “cidadã” com a Constituição de 1988. Faz só 22 anos. Antes disso, era pé na porta e tortura. Nossa democracia é nova. A mudança leva um tempo.

ÉPOCA – A situação está melhorando?
Beto Chaves – Está. A última operação na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão, em novembro, foi um marco na história da polícia. Um dos motivos é a mudança do olhar da sociedade para nós. Quer um exemplo? Quando chegamos na Vila Cruzeiro, a população do morro e do asfalto nos aplaudiu. Lembro de uma senhora que vibrava como se fôssemos grandes heróis. Me dá até um arrepio lembrar. Nossa responsabilidade é maior quando contamos com a confiança dessas pessoas.

ÉPOCA – A polícia sempre invadiu favelas e nunca tinha sido aplaudida. O que mudou?
Beto Chaves – O principal foi a presença das Forças Armadas. Outro motivo foi a imprensa perceber que o negócio era sério, que a operação podia mudar rumos. Quando deu crédito à operação, ela influenciou a opinião pública. E, quando a população apoia, a história acontece de uma forma diferente. Quando vejo aquela senhora contando comigo, minha responsabilidade quintuplica. Antes quem contava comigo? Ninguém. Ninguém confiava na polícia. Só a minha mãe e isso porque ela tem um filho policial.

ÉPOCA – Se o que você diz é verdade, os aplausos das pessoas deveriam ter impedido que alguns policiais cometessem abusos contra moradores do Complexo…
Beto Chaves – Eu queria que a instituição policial fosse a única corrupta e violenta do nosso país. Para a polícia ficar ruim, ela precisa melhorar muito. Porque a nossa sociedade precisa melhorar muito também. Ela está preparada para uma boa polícia? A sociedade é umbilical, egoísta. Para os outros, o rigor da lei. Para si mesmo, o jeitinho. A polícia errou? Errou, mas é a humanidade que temos em todas as instituições. A sociedade precisa continuar a movimentar a polícia como fez ano passado para evitarmos esse tipo de abuso. A polícia é um gigante bobo e forte, mas é manipulável.

ÉPOCA – Dizer que a culpa da polícia corrupta é da sociedade não é a mesma desculpa que se usa para explicar por que jovens entram no tráfico?
Beto Chaves – Eu não vim de “Poliçópolis”. Não tem uma cidade em Marte de onde saíram todos os policiais. O policial que sou e levo para o trabalho tem os valores que eu trouxe de casa. Naquela cena da TV, dos traficantes fugindo em fila indiana, quantas pessoas não se questionaram: “Cadê o helicóptero que não matou todos?” Ouvi muito essa pergunta. Se tivéssemos feito aquilo teríamos jogado tudo fora. A ONU ia cair em cima da gente. Mas a sociedade clamava por isso. A mesma sociedade que teria nos chamado de assassinos se tivéssemos matado todos.

ÉPOCA – Você diz que não veio de outro planeta. Mas a polícia não tem uma cultura própria?
Beto Chaves – Sim, claro. O jornalismo também não tem? Você não tem os seus jargões? Também temos uma cultura forte. Talvez um pouco pior que as outras. Temos um corporativismo gigantesco, por exemplo. A polícia também está acostuma a dizer o que deve ser feito mesmo quando não sabe o que fazer. Quer um exemplo? Um menino de 12 anos com uma pistola chinesa nas mãos. Isso é responsabilidade da polícia? Olha o que falhou antes. Falhou educação, saúde, trabalho, saneamento, habitação, família, transporte. Aí chamam a polícia. O menino levanta a arma pra mim e atira. Faço o que com ele? Atiro de volta. No caso de graças a deus prendermos esse garoto, o que o sistema penitenciário faz com ele? Vai reeducá-lo? Vai ressocializá-lo? Me diz: sou eu que tenho os meios para lidar com esse menino de arma na mão?

ÉPOCA – Que tipo de lembrança você guarda das operações?
Beto Chaves – Em uma das minhas primeiras operações, morreram três meninos. Eles tinham atirado na gente com seus fuzis. Alguns fugiram, mas aqueles morreram. Vi no rosto de alguns policiais um certo orgulho. Não por ter tirado a vida de três crianças — o que é curioso, já que muita gente imagina que o policial sente prazer com isso. Era um orgulho que vinha dessa cultura de dever cumprido: menos três bandidos, menos três armas na guerra que vivemos. No rosto de outros, havia alguma indiferença. Não por ter deixado de amar, de sentir carinho. Era uma indiferença imposta pela rotina. Quando olhei para aqueles três meninos, vi muitos meninos que tinha visto no passado. Vi uma mãe negra chorando por eles, talvez filhos que eles tenham tido precocemente. Vi uma avó triste. Mas minha cultura, imposta pela sociedade, me diz o quê? Dever cumprido. Quem ganha com essa guerra? Eu não sou. Vários policiais já morreram. Meninos ligados ao crime morreram. Inocentes morreram. Que ganha com essa guerra? Não é a polícia, não são esses garotos. A sociedade, que viveu aterrorizada até há pouco tempo, com certeza não é.

ÉPOCA – Como você é visto na corporação?
Beto Chaves – Sou tido como “operacional”, então tenho respeito dos meus pares para além do trabalho que faço no Papo de Responsa. Mais isso agora. No começo, diziam que eu não sabia se era defensor público, assistente social, psicólogo ou pedagogo. Mas nunca deixei de ir para o combate. Quase morri três vezes. O cara que reclama não diz isso para mim. Sei meu papel na polícia. Meu papel vai além do meu fuzil. Meu irmão, o meu fuzil não pode falar mais alto do que eu. Não são as armas que vão resolver o nosso problema.
ÉPOCA – Que mudanças participar da “guerra” trouxe para sua vida?
Beto Chaves – Participei das grandes operações nos últimos sete anos. Minha mãe diz que sou o He-Man. Faço um esforço para sorrir, mas isso é meu… [silêncio] Não sei o que mudou e o que ficou igual. Não queria precisar fazer isso. Em nosso país, a desigualdade vai além dos problemas financeiros. Neste cenário, eu me considero um trabalhador, que procura fazer que a história das balas perdidas, dos meninos mortos com armas chinesas, não se repita. As pessoas acham que eu trabalho com o crime e a morte. Mas eu trabalho com a vida e sua preservação.

ÉPOCA – Se você trabalha com a vida, por que a polícia cultiva símbolos ligados à morte, como a faca na caveira?
Beto Chaves – Isso é histórico. Antes a polícia tinha essa cultura. Esses símbolos repercutem o passado. O Doutor Alan [Turnowski, chefe da Polícia Civil do RJ] já está trabalhando para o Papo de Responsa ser um trabalho oficial. E os símbolos serão outros.

ÉPOCA – Mas é um símbolo vazio ou há algum reflexo no imaginário do policial?
Beto Chaves – Há reflexo no imaginário do policial. Mas no da sociedade também. Senão, o Tropa de Elite não faria tanto sucesso. Muita gente imagina que ser policial é botar um saco na cabeça de uma pessoa de torturá-la.

ÉPOCA – E o que é ser policial?
Beto Chaves – Ser policial vai além disso. Ser policial é cultivar um heroísmo para além da arma. Tem a ver com a marmita daquele trabalhador que acorda às 6h, pega um ônibus às 7h e só para casa às 21h. É esse o heroísmo do policial. Vou continuar usando arma? Vou. Ainda é um símbolo? É. Sou habilitado para isso? Sou. Mas estamos em um momento de transição.
Publicado na Revista Época

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